A PSP quer encerrar 14 esquadras em Lisboa, em freguesias onde vai abrir outras seis, segundo uma proposta do vereador da Segurança que prevê, também, a transferência da esquadra de Telheiras para Santa Clara.

O documento, datado desta sexta-feira, propõe que a Câmara de Lisboa «manifeste a sua concordância com a reorganização do dispositivo da PSP» e transmita ao Governo a importância de valorizar o trabalho da Polícia Municipal (PM), «transferindo para o efeito agentes da PSP para a PM».

Na proposta, a Câmara defende, ainda, a «importância da transferência da Divisão de Trânsito da PSP para a tutela do município», considerando que «permitirá a melhoria da mobilidade na cidade».

De acordo com o documento, para tornar o dispositivo na cidade mais eficaz, a PSP pretende, para a freguesia de Santa Maria Maior, fechar a esquadra do Rossio e da Mouraria e abrir uma nova no Palácio da Folgosa.

A esquadra dos Caminhos de Ferro vai dar lugar à sede da Divisão de Segurança a Transportes Públicos, «servindo também de subunidade da PSP, ou seja, aberta ao público para qualquer tipo de expediente».

Naquela freguesia foi já encerrada a esquadra da Praça do Comércio e aberta a da Baixa Pombalina.

Nas freguesias de Santo António e Arroios está previsto o encerramento das esquadras de Santa Marta, Rato e Arroios, que darão lugar a uma nova esquadra, num espaço central às duas freguesias, que já contam com um posto da PSP na estação do metro do Marquês de Pombal.

Na freguesia da Misericórdia, já fechou a esquadra da Boavista, passando a do Bairro Alto a patrulhar toda a área territorial do bairro, enquanto a de Campo de Ourique vai fazer também o patrulhamento de toda aquela freguesia.

Em Marvila, já foi encerrada a esquadra da Bela Vista, e as esquadras de Chelas Zona I e Chelas Zona J fecham quando abrir uma nova.

Em Campolide, as duas esquadras da freguesia - Campolide e Serafina - darão lugar a uma nova, enquanto as três esquadras de Carnide - Bairro da Horta Nova, Bairro Padre Cruz e Carnide - vão dar lugar a um novo equipamento, com maior centralidade na freguesia.

Na proposta é ainda assegurado que as esquadras do bairros da Horta Nova e Padre Cruz só fecham com a abertura da nova esquadra e é recordado que a PSP conta com o posto no Centro Comercial Colombo, que continua a funcionar.

No Lumiar, vai dar-se a recentralização da esquadra da Musgueira e a esquadra da Alta de Lisboa passa a Divisão de Trânsito, servindo também como subunidade da PSP.

Em Alcântara, o encerramento das esquadras do Calvário e da Quinta do Cabrinha dará lugar a uma única.

Na proposta, pode ainda ler-se que a esquadra de Telheiras deverá passar para Santa Clara, ficando aquele bairro sob tutela da nova esquadra de Carnide.

A esquadra da Musgueira fica responsável apenas pelo patrulhamento da freguesia do Lumiar.

No documento é ainda destacado que, no caso das freguesias da Ajuda, Alcântara, Carnide, Lumiar e Marvila, «foram desenvolvidos trabalhos parcelares, para atender à especificidade destas freguesias e, assim, encontrar as melhores soluções de dispositivo policial».

Este é o resultado de um trabalho concertado entre o Governo e o município de Lisboa, com a participação das juntas de freguesia, segundo o documento.

Na proposta inicial, bastante contestada, a PSP previa o encerramento de 11 esquadras - Santa Marta, Boavista, Mouraria, Rato, Zona J de Chelas, Campolide, Horta Nova, Bairro Padre Cruz, Quinta da Cabrinha, Arroios e Santa Apolónia - e a abertura de dois serviços de atendimento partilhado e de policiamento de proximidade (SAPPP).

De fora da lista agora apresentada está Santa Apolónia, que se mantém em funcionamento.

Esta reestruturação pretende reforçar a presença da polícia na rua, indo disponibilizar 267 agentes para ações de patrulhamento de proximidade.