O Sindicato Unificado dos Polícias alerta para a «taxa exagerada» cobrada pelos serviços sociais da PSP. Há empréstimos com taxas de 10 por cento. Peixoto Rodrigues fala em «dezenas e dezenas» de casos de agentes que recorrem ao crédito facultado pelos serviços de apoio social da polícia, mas que acaba por ser uma pescadinha de rabo na boca.

Peixoto Rodrigues alerta: são agentes que já contraíram outros empréstimos bancários e que recorrem a este meio de financiamento como «última oportunidade» porque já não conseguem crédito em nenhuma instituição bancária. Muitas vezes este empréstimo «serve para pagar outros empréstimos».

O presidente do SUP já levou o caso à direção nacional da PSP que «assumiu que o regulamento tem de ser alterado». E acrescenta: «Este regulamento tem de ser alterado e adaptado à realidade».

E a realidade é a «austeridade dos últimos anos, os cortes nos vencimentos, a eprda de subsídios ou o desemprego dos cônjuges ou companheiros», segundo a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, que subscreve as preocupações do SUP. Também a ASPP revela que já falou no assunto ao Ministério da Administração Interna, que prometeu «analisar a situação, mas continuam à espera» de respostas e, até lá, a situação «agrava-se».

A tvi24.pt também aguarda pela reação do MAI e da direção da PSP.

A taxa de juros dos empréstimos pode ir até aos 10 por cento. Varia em função dos valores pedidos. Peixoto Rodrigues tem conhecimento de «casos de empréstimos superiores a 30 mil euros». O SUP não deixa de frisar o papel importante que os serviços de ação social da PSP têm tido junto dos bancos permitindo a renegociação dos créditos.

A situação não é exclusiva dos polícias. Também através dos serviços sociais, GNR empresta dinheiro as militares em dificuldades económicas. Mas pratica 5,5 por cento de taxa máxima de juro e apenas 1 por cento em casos de doença.

Dados deste ano revelam que 543 militares já pediram ajuda, num total de empréstimos de 3 milhões e 400 mil euros.