Uma delegação da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) está concentrada junto às instalações do Ministério da Educação, em Lisboa, onde decorre uma cerimónia oficial, exigindo ser recebida pelo titular da pasta, Nuno Crato.

«Queremos que o ministro receba a Fenprof. A última reunião que teve connosco foi há quase um ano», disse aos jornalistas Mário Nogueira, à porta do Teatro Thalia, onde está a decorrer a apresentação do programa Erasmus+.

O Ministério da Educação convocou os sindicatos de professores para reuniões de negociação sobre a vinculação de docentes (para 25 de fevereiro) e alterações à legislação dos concursos de colocação (04 de março).

Foram ainda agendadas reuniões para dia 26 de fevereiro, com a Fenprof e a Federação Nacional da Educação (FNE), para debater questões relacionadas com os currículos, o funcionamento das atividades de enriquecimento curricular, a educação inclusiva, a promoção da convivência em contexto escolar e a introdução do teste de Inglês, no âmbito do ensino básico e secundário.

Segundo Mário Nogueira, desde quarta-feira foram marcadas quatro reuniões mas nunca foi dado o compromisso político da presença do ministro.

A Fenprof tenciona entregar ao ministro um documento com a listagem de escolas com amianto, pretende que Nuno Crato «dê a cara» por questões relacionadas com o financiamento dos colégios privados, questões relacionadas com o funcionamento das escolas e com a vida dos professores.

Junto à porta do Teatro Thalia, em Lisboa, onde estão concentrados cerca de três centenas de elementos da Fenprof, está um dispositivo policial.