A palavra «poder» foi a mais pesquisada pelos internautas em Portugal, em 2013, através do Dicionário Priberam, a segunda foi «ser» e a terceira «resiliência», anunciou esta quinta-feira a empresa da área de processamento computacional da língua.

De acordo com os dados anuais sobre o acesso ao site do dicionário online, que recebeu mais de 63 milhões de visitas, tal como aconteceu em 2012, a palavra «poder» voltou a ser a mais consultada.

No Brasil, a palavra mais procurada foi «atemporal», a palavra «definir» ficou na 2.ª posição, e a palavra «amor» subiu do 8.º posto, no ano passado, para o 3.º, este ano.

Criada em 1989, a Priberam é uma empresa portuguesa que disponibiliza produtos e serviços nas áreas de processamento computacional da língua, sistemas de gestão de conhecimento jurídico, motores de pesquisa semânticos, e saúde.

Ainda segundo o balanço da Priberam sobre os dados consultados no dicionário online, o maior número de acessos foi feito a partir do Brasil e de Portugal, que teve um aumento de 20 por cento em relação a 2012.

Relativamente ao número de visitantes do dicionário a partir de Angola e Moçambique, as visitas duplicaram face a 2012, indicou a empresa.

Quanto aos erros de palavras em português mais pesquisadas, a Priberam indica que foram «concerteza» (a forma correta é com certeza), «compania» (companhia), «excessão» (exceção), «extender» (estender), «disfrutar» (desfrutar), «mecher» (mexer), e «apartir» (a partir).

Relativamente às palavras mais pesquisadas por país, este ano, em Moçambique foi «fanatismo», no Canadá, «homossexualidade», na África do Sul, «cabine», na Arábia Saudita, «adoração», no Japão, «família», na Venezuela, «dívidas», nos Estados Unidos, «pujança», e na Eslovénia, «prepotência».

Ao todo, os internautas visualizaram 200 milhões de páginas em 2013, não incluindo os acessos a partir das aplicações do dicionário para Android, iOS e Windows Phone.

Os acessos a partir da aplicação para Android registaram um aumento de 380 por cento face a 2012, mas a Priberam aponta que, «apesar dos aumentos registados na utilização das aplicações, as consultas ao site do dicionário continuam a representar cerca de 80 por cento dos acessos».

Na área da língua, a empresa criou o FLiP, um produto que disponibiliza ferramentas linguísticas para escrita correta da língua portuguesa, e o LegiX, que oferece soluções para pesquisa da legislação e jurisprudência.