A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta sexta-feira já ter detido e identificado, este ano, 38 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

O comunicado da PJ, que divulga estes números anuncia igualmente três novas detenções, referentes a três homens, presumíveis autores de vários crimes de incêndio florestal, ocorridos muito recentemente nos concelhos de Mangualde e Lamego, distrito de Viseu.

«No primeiro caso trata-se de um suspeito de 44 anos, solteiro, agricultor, e que, agindo num quadro impulsivo e de atração pelo fogo, na madrugada do dia 13 de agosto, com um isqueiro, ateou um incêndio numa densa zona florestal povoada de mato, pinheiros e eucaliptos, junto ao estradão que liga as aldeias de Almeidinha e Casal de Cima, atingindo também povoamento de carvalhos e zona agrícola, causando uma área ardida de cerca de 70 hectares e significativos prejuízos patrimoniais e ambientais», refere no documento.

O segundo trata de um homem de 23 anos, solteiro e militar. «Na madrugada do dia 18 de agosto atirou uma beata de um cigarro, ainda incandescente, para um pinhal situado entre as localidades de Carvalhas e Outeiro de Espinho, também no concelho de Mangualde, contíguo a uma zona florestal povoada com mato e pinheiros, causando um fogo que consumiu cerca de 100 m2», diz a PJ.

O último detido é um homem de 51 anos, desempregado, suspeito de ter ateado um incêndio no lugar de Caldelas, Penajóia (Lamego), que consumiu cerca de 1,36 hectares de floresta, nomeadamente mato, carvalhos e sobreiros, além de árvores de fruto integradas em zona agrícola.

O incêndio, que ocorreu na quarta-feira, colocou ainda em perigo várias habitações existentes na proximidade que, de acordo com a PJ, «só não foram consumidas devido à rápida intervenção dos bombeiros».

Os três homens vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.