O Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) recusou ter planos para enviar para Portugal o seu destacamento de Marines da base sevilhana de Morón de la Frontera, em Espanha, informaram esta segunda-feira fontes do Pentágono.

De acordo a agência de notícias espanhola Efe, as Forças Armadas dos EUA realizaram treinos em Portugal, mas tal não significa que Washington vá transferir a sua Força de Resposta Rápida de Morón, em Espanha, para a base aérea de Beja, no Alentejo, em Portugal.

«Não temos planos para mudar a localização das forças dos EUA de Morón (Espanha) para Beja (Portugal)», indicou à Efe a porta voz do Pentágono para a Europa, Eileen Lainez, em comunicado.

«Continuaremos a trabalhar com Portugal no desenvolvimento de oportunidades de treino bilaterais, entre os quais os que acontecem agora», que incluem manobras de pelotões da Força de Resposta Rápida de Morón e membros do Corpo de Fuzileiros Navais de Portugal.

O Público noticiou no fim de semana passado que os EUA exploravam a base aérea de Beja como alternativa a Morón para estabelecer a Força de Resposta Rápida Terra-Ar estabelecida por aquele país para atuar em situações de crise no norte de África.

A Força de Resposta Rápida dos Marines dos EUA foi criada em abril de 2013, na sequência do ataque de 11 de setembro de 2012 ao consultado norte-americano em Bengasi, na Líbia, no qual morreu um enviado de Washington àquele esse país, Chris Stevens, entre outros três americanos.

Washington e Madrid acordaram em abril de 2013 estender a missão por mais um ano, bem como o incremento da presença de tropas dos EUA dos 500 para os 850 efetivos, perante eventuais crises em África e na Europa.