O ministro da Saúde assegurou esta sexta que o caso que envolve a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Évora «vai ser analisado», frisando que a sua inoperacionalidade não impede que sejam acionados os meios alternativos de socorro.

«Há uma coisa que é muito importante: os meios de socorro existem e os meios alternativos existem. Por isso é que se vai analisar o caso para ver se os meios foram os necessários e os adequados», disse aos jornalistas Paulo Macedo durante uma visita ao hospital de Portimão.

O ministro sublinhou que o importante é ninguém ficar sem socorro.

«Claramente que não podemos ter falhas deste tipo e temos de ver como é que vamos sistematicamente melhorando», cita a Lusa.

O governante revelou que tem informações de que as escalas dos profissionais das viaturas de emergência estão todas preenchidas para o mês de setembro, indicando que a operacionalidade das VMER é de 98%.

«A operacionalidade nunca foi tão grande como hoje em dia», destacou.

Já hoje, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, disse, em Lisboa, que o caso da inoperacionalidade da VMER do hospital de Évora é «motivo de preocupação», referindo que os problemas «têm vindo a diminuir de forma muito acentuada».

Este tratou-se do terceiro caso conhecido, em menos de um ano e envolvendo vítimas mortais, em que a VMER de Évora está indisponível para uma situação de emergência, depois de, em abril deste ano, não ter participado no socorro a dois homens que sofreram um acidente, perto de Reguengos de Monsaraz, e que acabaram por morrer.

Também no dia 25 de dezembro de 2013, a VMER estava inoperacional quando um acidente na Estrada Nacional (EN) 114, entre Évora e Montemor-o-Novo, que envolveu dois automóveis e um cavalo, provocou quatro mortos e quatro feridos graves.