Onze pessoas morreram este ano nas praias portuguesas, entre 1 de maio e 31 de agosto, com a maioria dos casos a ocorrerem em praias fluviais não vigiadas, anunciou esta quarta-feira o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN).

Em conferência de imprensa, realizada hoje na praia do Guincho, em Cascais, o comandante do ISN, Nuno Leitão, informou que das 11 mortes, cinco aconteceram em praias fluviais não vigiadas, quatro em praias marítimas também não vigiadas, uma em praia fluvial vigiada e outra em praia marítima vigiada.

Segundo o responsável, os números mostram um declínio da mortalidade em relação a anos anteriores, embora no ano passado se tenha registado menos uma morte do que este ano.

Nuno Leitão informou também que houve 357 intervenções de salvamento em praias concessionadas, 125 intervenções de salvamento em zonas não concessionadas, 652 intervenções de primeiros socorros e 195 buscas com sucesso de crianças perdidas.

Os dados do ISN dão ainda conta de que este ano houve uma maior afluência às praias, sobretudo na região do Algarve, tendo-se registado, em todo o país, a presença de 12 milhões de turistas e 63 milhões de visitas às praias.

Presente na cerimónia, o ministro da Defesa, Aguiar-Branco, destacou a posição de Portugal no «primeiro patamar da segurança».

«Temos as praias mais seguras e mais bonitas, o que é um fator também de desenvolvimento económico do país porque atrai mais turistas», disse.

O ministro alertou ainda para a necessidade de se aumentar o número de praias fluviais vigiadas a fim de se evitar o número de mortes que este ano se registou.

Depois da apresentação dos resultados da época balnear, foi testada uma boia de salvamento inovadora, que não afunda, é guiada por um comando a partir de terra, esperando-se que facilite o trabalho dos nadadores salvadores.