A construtora do prédio em Lisboa onde, na sexta-feira, ocorreu um deslizamento de terras que provocou um morto informou que a obra está suspensa por tempo indeterminado até conclusão do inquérito sobre a ocorrência.

«A obra está devidamente licenciada, sinalizada e com comunicação prévia enviada à Autoridade Condições de Trabalho. É prática ordinária a existência de reuniões semanais para coordenação de trabalhos, planeamento de tarefas, avaliação da segurança, avaliação de impactos ambientais e controlo de qualidade da obra com todos os intervenientes», refere a empresa Lucios Engenharia Construção, em comunicado que a Lusa cita.

Um morto e um ferido, que tem uma fatura exposta e foi transportado para o Hospital de São José, em Lisboa, foi o resultado do deslizamento de terras na obra, que ocorreu ao final da tarde de sexta-feira, em Lisboa.

O segundo comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB), Tiago Lopes, disse aos jornalistas que os dois trabalhadores estavam a fazer escavações numa obra privada, na Rua Rosa Araújo, tendo ocorrido um deslizamento de terras e ficado soterrados.

Em comunicado, a Espírito Santo Property, proprietária do edifício, adianta que o acidente nas obras de construção do Edifício Castilho 15, em Lisboa «é-lhe totalmente alheio, na medida em que a responsabilidade das obras e a respetiva segurança são da empresa de construção Lúcios, contratada para a sua realização».