Portugal, Espanha e Itália vão acolher mais de 20 mil militares em 2015, enquanto anfitriões de um exercício da Aliança Atlântica, divulgaram esta quinta-feira dirigentes da NATO.

«Temos a boa notícia de já termos comprometidas mais de 20 mil pessoas, e, mais do que isso, temos o compromisso de capacidades cruciais, pelo que vamos conseguir o melhor deste exercício», afirmou o comandante supremo de transformação da NATO, o francês Jean-Paul Paloméros, durante uma conferência de imprensa, depois de uma reunião de dois dias dos chefes militares aliados.

O objetivo do exercício vai ser, entre outros, o de testar as capacidades da Força de Reação Rápida da NATO, em função de 2016, ano em que Espanha vai ter a responsabilidade da componente terrestre desta força.

Paloméros disse que o exercício vai ser um «acontecimento chave» no desenvolvimento durante os próximos anos da designada Iniciativa Forças Ligadas, que vai ajudar a manter a disposição dos efetivos de combate da NATO, graças à expansão da sua educação e formação, em particular depois da retirada da missão de combate no Afeganistão, no final deste ano.

«Temos três países que se voluntariaram, o que é um sucesso (...). Graças ao compromisso de Espanha, Itália e Portugal, temos um quadro adequado para programar este exercício», disse Paloméros, que realçou ainda que estes três membros da organização «já ofereceram instalações».

Adiantou também que o exercício vai procurar «extrair as lições aprendidas em mais de duas décadas de operações» e considerou que vai ser «um valor acrescentado para as pessoas que nele participarem».

Especificou ainda que se pretende «facilitar a interação da força de resposta da NATO e outras forças nacionais, que contribuem para o nível de ambição da Aliança».

Sobre o número de efetivos que estão confirmados até agora - 20 mil -, indicou que se trata, de «números gerais», realçando que a atenção deve ser «centrada na qualidade» e que «há outros países que também já se comprometeram [em participar], mas que ainda não adiantaram números».

A Força de Reação Rápida da NATO é um elemento central da estratégia aliada para os próximos anos, nos quais passará de uma organização militar com milhares de militares destacados no Afeganistão para uma outra situação em que tem de estar pronta a responder a possíveis crises.

De caráter multinacional, esta força tem de ser capaz de mobilizar em cinco dias 13 mil efetivos para atuar em casos de emergência, contingente que pode aumentar até 30 mil em caso de necessidade.