A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu que o departamento que investiga os factos relacionados com o universo Espírito Santo tem mantido contactos com as entidades reguladoras, não tendo recebido «denúncias de particulares que se considerem lesados».

«O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) vem mantendo contactos com as entidades reguladoras [Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e Banco de Portugal], não tendo, até ao momento, recebido quaisquer denúncias de particulares que se considerem lesados», refere uma nota do gabinete de imprensa da Procuradoria, que a Lusa cita.

Este esclarecimento surgiu depois de notícias relativas à intervenção do Ministério Público na investigação sobre negócios que envolvem o universo [grupo e o banco] do Espírito Santo.

Na mesma nota, reitera-se que o Ministério Público acompanha a situação, coligindo, desde a primeira hora, todos os elementos que têm vindo a público e analisando a «eventual relevância dos mesmos» e que os «inquéritos em curso» relacionados com esta matéria são «anteriores às notícias das últimas semanas».

A PGR assegura que o Ministério Público tem efetuado «todas as diligências que se mostram pertinentes à descoberta da verdade e que não deixará de continuar a fazê-lo».

O novo presidente executivo do Banco Espírito Santo, Vítor Bento, que substituiu Ricardo Salgado, disse na segunda-feira, que a prioridade no banco é «reconquistar a confiança dos mercados» e pôr fim à especulação.

O Banco de Portugal já veio várias vezes a público garantir a solidez financeira do BES, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, também já tranquilizou os depositantes do banco.