O ministro da Saúde quer melhorar as condições dos médicos reformados que regressem ao SNS, dando-lhes uma maior flexibilidade de horário e uma «remuneração mais atrativa».

Com esta medida, Paulo Macedo espera contornar a falta de médicos de família. Outra maneira de ajudar a resolver a situação é a contratação de mais 50 médicos cubanos, que o governante garante que recebem «valores perfeitamente compatíveis» com os salários pagos aos profissionais portugueses.

«O Governo contrata todos os médicos portugueses de Medicina Geral e Familiar (MGF) que acabam a especialidade e ainda faz convites aos do setor privado ou social para virem trabalhar no SNS. Este número, mesmo assim, não é suficiente e temos de tomar várias medidas para cobrir o maior número de portugueses com médicos de família», afirmou, em entrevista à TVI24.

A contratação de médicos cubanos, o regresso dos médicos reformados e o pagamento de mais horas extraordinárias são, segundo o ministro, «medidas extraordinárias para dar o maior número de médicos a todos os portugueses». É, portanto, uma «situação temporária, que deverá ser extinta» quando todos os portugueses tiverem médico de família, o que Paulo Macedo admite ser «um objetivo extremamente difícil».

«Quando Portugal tiver médicos de MGF suficientes, terminará o acordo» com o governo cubano, prometeu, precisando que neste momento há apenas 18 médicos cubanos em Portugal, num universo de seis mil.

O governante vai «substituir estas situações execionais à medida que os médicos mais novos forem terminando a especialidade», mas não definiu um horizonte temporal.

Contratar «mais umas centenas» de enfermeiros

O ministro da Saúde admitiu que não há enfermeiros suficientes, mas sublinhou o esforço que tem feito em termos de contratações, num contexto económico-financeiro difícil.

«Contratámos mais de 400 enfermeiros este ano e prevemos vir a recrutar mais umas centenas. O ano passado já tínhamos recrutado mais de 500 enfermeiros. Devíamos reforçar o número de enfermeiros em algumas áreas, mas necessidades há sempre e tem havido um esforço de recrutamento», concluiu.