O comando-geral da GNR mantém plena confiança nos quatro militares acusados de corrupção passiva pela PSP.

Os militares vão apresentar uma queixa-crime contra os investigadores da Polícia de Segurança Pública pelos crimes de ofensa à honra e ao bom nome. O processo vai ter o apoio da própria GNR.

É uma situação inédita entre forças de segurança.

Os militares são suspeitos de receber dinheiro de sucateiros para não os fiscalizarem. O tribunal considerou «fracos» os indícios dos crimes apresentados. Os militares foram constituídos arguidos com termo de identidade e residência.

No despacho judicial explica-se que a presença regular dos militares em sucateiras deve-se à natureza das funções destes homens que investigavam operações de furto de metais não preciosos.

Existem ainda imagens de um dos arguidos a receber dinheiro, supostamente de um sucateiro, mas que o militar justificou com a venda de uma máquina de lavar.

A guerra entre forças de segurança é reforçada pela decisão da GNR de manter os militares de investigação criminal em funções. Lembra o comando-geral da GNR que estes militares participaram, em outubro passado, numa grande investigação de furto de cobre que levou à detenção de 15 pessoas e à apreensão de 20 toneladas daquele metal não precioso.