A Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR) convocou esta quinta-feira uma manifestação nacional para 27 de fevereiro, em Lisboa, contra os novos cortes nos vencimentos e o aumento da carga horária e dos descontos para o subsistema de saúde.

A decisão foi tomada por unanimidade, em reunião da direção nacional da APG/GNR, refere a estrutura sindical em comunicado.

Na nota, a APG/GNR sustenta que, na Guarda, persiste «um crescente sentimento de desmotivação e indignação por todo o efetivo, sentimento transversal a todas as categorias profissionais».

O presidente da APG/GNR, César Nogueira, justificou à agência Lusa a manifestação, em local a precisar, com os novos cortes salariais para a função pública, que, disse, podem variar, em média, entre os 150 e os 200 euros mensais, e o aumento de um por cento nas contribuições para o subsistema de saúde da GNR.

«Já há profissionais com graves dificuldades financeiras, que têm créditos para pagar, e esses créditos ficam comprometidos, não conseguindo as pessoas fazer face às despesas», assinalou César Nogueira, lembrando que os guardas não são funcionários públicos, têm um trabalho específico, estão, por vezes, deslocados centenas de quilómetros da sua residência e não têm horário de serviço.

A APG/GNR queixa-se do aumento da carga horária, apontando «casos de profissionais a trabalhar 90 horas semanais», da falta de regulamentação do horário de referência e dos «constrangimentos na passagem à situação de reserva/reforma», como cita a Lusa.

A Associação de Profissionais da Guarda alega, também, que o corte no orçamento da GNR poderá obrigar ao racionamento de combustível e à consequente diminuição do patrulhamento em automóvel.