A área ardida até 15 de julho deste ano foi quase quatro vezes menor do que em igual período de 2013, passando de 22.500 para 6.495 hectares, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O relatório provisório de incêndios florestais do ICNF indica que, entre 01 de janeiro e 15 de julho, se registaram 3.771 ocorrências de fogo, menos 1.595 do que no mesmo período de 2013, das quais 613 foram incêndios florestais e 3.158 fogachos.

De acordo com o documento do ICNF, as 3.771 ocorrências de fogo resultaram em 6.495 hectares de área ardida, menos 16.005 do que no mesmo período de 2013, quando as chamas já tinham consumido 22.500 hectares.

«Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos dez anos, destaca-se o registo de menos 55 por cento de ocorrências relativamente à média verificada no decénio, e menos 70 por cento de área ardida face ao valor médio de área ardida no mesmo período», refere o relatório.

Da análise mensal dos incêndios, o ICNF sublinha que os valores até 15 de julho do número de ocorrências e da área ardida foram, à exceção do mês de maio, «substancialmente inferiores às respetivas médias mensais dos últimos dez anos, com diferenças mais expressivas no mês de fevereiro e na primeira quinzena de julho».

Segundo o relatório, maio foi o mês com maior número de incêndios, com 1.120 fogos, que provocaram 1.558 hectares de área ardida, enquanto em junho registou-se mais área ardida (2.067 hectares) devido às 950 ocorrências.

O maior número de ocorrências de fogo ocorreu no distrito do Porto (769), seguido dos de Braga (396) e Vila Real (327), sendo os incêndios maioritariamente fogachos, ou seja, ocorrências de pequena dimensão que não ultrapassam um hectare de área ardida.

Já os distritos com maior área ardida foram Porto, Guarda e Viana do Castelo, com 1.272, 924 e 812 hectares respetivamente.

O documento adianta que cerca de 74,4 por cento da área ardida no distrito do Porto (947 hectares) corresponde apenas ao fogo que deflagrou a 15 de junho, na freguesia de Aboadela, sendo este o maior incêndio deste ano.

De acordo com o ICNF, até 15 de julho registaram-se sete grandes incêndios, que queimaram 2.309 hectares de espaços florestais, cerca de 36 por cento do total da área ardida até 15 de julho, na síntese da Lusa.