Este ano, registaram-se menos 4.837 candidaturas ao ensino superior público, na primeira fase do concurso nacional, comparando com 2012, de acordo com dados da Direção Geral do Ensino Superior citados pela Lusa.

A primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior terminou na sexta-feira, com um total de 40.546 candidaturas, quando em 2012, tinham sido inscritos 45.383 candidatos na mesma fase.

É através da plataforma da Direção Geral do Ensino Superior (http://dges.mctes.pt) que os alunos se candidatam para ocupar um dos 51.461 lugares dos 1.087 cursos disponibilizados pelas universidades e institutos politécnicos.

As informações sobre o número de vagas que cada curso oferece estão também disponíveis na plataforma da Direção Geral do Ensino Superior, onde é possível pesquisar por todas as instituições públicas mas também privadas.

Apesar de o concurso se ter iniciado com menos 837 vagas do que as que foram disponibilizadas, os representantes dos reitores das Universidade e presidentes dos Politécnicos acreditam que, este ano, o número de vagas sobrantes possa vir a ser igualado ou até superado em relação ao ano anterior, altura em que sobraram 8.547 lugares, tendo em conta que o número de candidatos também tem vindo a diminuir.

Em 2009 eram cerca de 60 mil candidatos, enquanto no ano passado foram apenas 53 mil.

Segundo o Ministério da Educação e Ciência (MEC), as instituições procederam a uma reorientação da oferta na fixação de vagas, tendo em consideração a procura, a empregabilidade e as áreas de formação, segundo regras definidas pela tutela.

As alterações fizeram com que não abrisse nenhum curso com menos de dez vagas, existindo apenas sete cursos com menos de 20 vagas.

Entre os cursos com mais vagas abertas nesta primeira fase surgem os de Direito e os da área da saúde: o curso de Direito da Universidade de Lisboa vai receber este ano 480 caloiros, mais 30 do que no ano passado.

Os nove cursos de Medicina, que estão sempre entre os mais procurados e por isso apresentam as notas de acesso mais elevadas, mantêm este ano as mesmas 1.517 vagas.

Fazendo uma comparação percentual, as reduções de oferta sentem-se mais nas áreas de estudo de formação de professores e ciências da educação (menos 16% que no ano passado) e nos serviços de segurança (menos 28%).

Os resultados serão conhecidos dentro de um mês, a 09 de setembro.