O ministro da Saúde refutou esta sexta-feira as críticas do bastonário da Ordem dos Médicos (OM) sobre a elaboração do Código de Ética para a Saúde, afirmando que não há «qualquer tipo de censura» na preparação do documento, noticia a Lusa.

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) afirmou há dias que as «intenções sem ética» do Ministério da Saúde de querer impedir os profissionais de denunciarem «as insuficiências» do Serviço Nacional de Saúde devem «gerar uma revolta nacional».

O documento refere que, «salvo quando se encontrem mandatados para o efeito, os colaboradores e demais agentes da (nome do serviço ou organismo) devem abster-se de emitir declarações públicas, por sua iniciativa ou mediante solicitação de terceiros, nomeadamente quando possam pôr em causa a imagem da (nome do serviço ou organismo), em especial fazendo uso dos meios de comunicação social».

Reagindo a esta proposta do Governo, o bastonário dos médicos afirmou que «nenhum cidadão deste país se pode rever em leis de censura e de regresso ao «lápis azul» de tempos recentes, de que ninguém guarda boas memórias».