Os pais dos seis jovens universitários a quem o mar levou a vida na praia do Meco no passado dia 15 de dezembro querem ver esclarecidos os acontecimentos da noite da tragédia.

Até agora nenhuma das famílias conseguiu falar com o único sobrevivente. João Gouveia era o líder da comissão de praxes, e o único que pode explicar o que aconteceu naquela noite, mas até agora tem mantido o silêncio.

Ao «Jornal de Notícias», o avô de uma das vítimas adianta que as famílias ponderam apresentar nos próximos dias uma queixa conjunta no Ministério Público contra João Gouveia.

Ao jornal «Público», os pais dos jovens universitários, quatro raparigas e dois rapazes, admitem também constituir-se assistentes no inquérito-crime aberto pelo MP. Isso permitirá às famílias estar a par do que se passa nos autos e pedir, por exemplo, a realização de diligências.

A decisão será tomada este sábado. As seis famílias reúnem-se antes da cerimónia de homenagem às vítimas no local da tragédia. Será realizada uma missa no areal do Meco, e se as condições meteorológicas o permitirem, serão ainda lançados ao ar 600 balões.

O MP já ordenou a audição de João Gouveia, na qualidade de testemunha e lembra que não existem, para já, quaisquer elementos que indiciem a prática de crime.