Os familiares dos seis jovens que morreram em dezembro na praia do Meco, que se constituíram como assistentes no processo de investigação, afirmaram, esta quarta-feira, em comunicado terem recebido cerca de 300 mensagens de informação.

PJ já começou a ouvir os pais dos estudantes da Lusófona

Advogado explica o que pode acontecer ao sobrevivente João Gouveia

No comunicado enviado à agência Lusa, os familiares agradecem «as cerca de 300 mensagens já recebidas no email - tragedia.meco@gmail.com -, a grande maioria de apoio, mas também muitas com informações da maior relevância para o apuramento dos factos ocorridos».

«Totalmente focados nos objetivos definidos, bem como determinados no seu atingir», os familiares voltam a convidar «a vítima sobrevivente e respetiva família para se juntarem» a eles «no apuramento dos factos e na contribuição para ações futuras».

«Nada nos move contra pessoas ou instituições», garantem.

Os familiares afirmam que «o objetivo estabelecido de colaborar com os processos de averiguações em curso visando apurar os factos ocorridos», levaram-nos a «decidir constituir-se assistentes para assim se potenciar os resultados dessa colaboração».

Visando «o objetivo de contribuir para que acontecimentos similares não voltem a ocorrer», os familiares dos seis jovens que morreram na paria do Meco estão a recolher e a tratar «todas as informações disponibilizadas por familiares de vítimas de situações similares, pessoas que foram alvo de situações gravosas de foro similar, visando a colaboração futura com as entidades competentes».

As seis vítimas que morreram na praia do Meco (quatro raparigas e dois rapazes) faziam parte de um grupo de sete estudantes universitários que tinham alugado uma casa na zona, para passar o fim de semana.

Segundo as autoridades, uma onda arrastou-os na madrugada de 15 de dezembro, mas um dos universitários conseguiu sobreviver e dar o alerta.

Os corpos dos restantes foram encontrados nos dias que se seguiram.

Numa carta enviada na sexta-feira à agência Lusa, a família de João Miguel Gouveia, o único sobrevivente do grupo de universitários, sublinhou que «mais do que ninguém, ele deseja que tal ocorra», referindo-se aos esclarecimentos.

«No local certo e perante as instâncias competentes, no tempo necessário para que todas as diligências sejam efetuadas, o sobrevivente prestará todos os esclarecimentos», sustentam os familiares do jovem, que até agora se tem remetido ao silêncio.