Os familiares das vítimas emitiram um comunicado que garante que toda a informação que tem chegado ao email criado pelos pais, é muito relevante.

Os pais afirmam também, no documento enviado à TVI, saber de muitos factos que não são ainda do domínio público.

Este comunicado pede ainda que se revele a informação de que existem quatro testemunhas da chegada a terra do corpo de Pedro Negrão.

Existem também fotografias e sabe-se que o corpo apresentava na zona dos tornozelos restos das calças amarradas com fita isoladora preta. Os pais pedem que lhe sejam enviadas para o mail as referidas imagens para que possam ser «analisadas».

«Finalmente, solicitamos que transmitam o seguinte apelo: Existem 04 testemunhas da chegada a terra do corpo do Pedro Negrão; como algumas destas pessoas tiraram fotos e como se sabe que o corpo apresentava na zona dos tornozelos restos das calças (amarrados com fim isoladora preta!?...), solicitamos a quem ainda possui essas fotos que as faça chegar ao nosso mail, ou entre em contacto connosco para poderem ser analisadas adequadamente», lê-se no comunicado.

Os pais dos seis jovens que a 15 de dezembro perderam a vida no mar do Meco revelaram ainda que vão, esta segunda-feira, entregar no Tribunal de Almada o pedido para se constituírem assistentes no processo judicial.

As dúvidas sobre o que realmente aconteceu continuam a ser muitas. O processo judicial decorre em segredo de justiça. Uma investigação da TVI mostrou que em causa pode ter estado uma praxe, inspirada em Fernando Pessoa, em que os jovens estariam de costas para o mar vendados e com os pés amarrados.

A investigação da TVI revelou ainda que mais pessoas terão estado naquela noite no Meco e que os jovens terão passado a noite sem dormir.

O advogado das famílias criticou, esta noite em entrevista na TVI24, a Polícia Marítima por não ter garantido a preservação de eventuais provas na casa e nos pertences das vítimas, lembrando que o «afogamento simultâneo de seis jovens não é normal».

O advogado considerou ainda lamentável um encontro que terá ocorrido esta semana entre o sobrevivente da tragédia e os responsáveis da Universidade Lusófona.