Os pais de Maddie McCann, a menina desaparecida na Praia da Luz no Algarve, em 2007, voltam novamente a Portugal, mas desta vez a Lisboa.

Kate e Gerry McCann vêm a mais uma audiência no Palácio da Justiça, enquanto acusação no processo de difamação que moveram contra o antigo diretor da Polícia Judiciária, que escreveu um livro sobre o caso.

A audiência esteve agendada para o mês passado, mas a sessão do julgamento serviu apenas para a juíza marcar novas datas, depois de Gonçalo Amaral ter dispensado o seu advogado e que impediu que fossem proferidas as alegações finais como estava previsto.

A advogada dos McCann, Isabel Duarte, declarou criticou na altura o pedido apresentado por Gonçalo Amaral de revogação do advogado, considerando tratar-se de um «expediente dilatório» do ex-inspetor da Polícia Judiciária para adiar a audiência.

Para esta terça-feira estão previstas declarações das partes e alegações finais da advogada do casal inglês McCann. A sessão de quinta estará reservada para as alegações finais de Gonçalo Amaral.

Os pais de Madeleine McCann pedem uma indemnização de 1,2 milhões de euros, por difamação, ao ex-inspetor da PJ.

Entretanto, o caso propriamente dito do desaparecimento da menina inglesa esteve na ordem do dia na última semana, quando a Scotland Yard, no Ãmbito da sua investigação, conduziu as novas inquirições de testemunhas na PJ de Faro. Mais uma vez sem detenções. As novas buscas também não surtiram resultados.

Maddie, de três anos, desapareceu do quarto de hotel, a 3 de maio de 2007.