A primeira-dama, Maria Cavaco Silva, foi recebida nesta segunda-feira com apupos e assobios no concelho da Moita, onde participou na inauguração de uma residência para pessoas com doenças raras da associação Raríssimas.

Maria Cavaco Silva, que é a madrinha da associação, tinha à sua espera cerca de duas centenas de pessoas que se manifestavam contra o Orçamento de Estado e exigiam a demissão do Governo. Outras figuras presentes, como o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, foram também alvo de vaias e assobios.

«Vêm membros do Governo para aqui e a primeira-dama e nós estamos aqui a dizer que não estamos de acordo com esta política, que é preciso demitir o Governo e convocar eleições antecipadas», disse à Lusa Luís Leitão, da União de Sindicatos de Setúbal.

Os manifestantes, na sua maioria funcionários da Câmara da Moita, esperaram mais de uma hora junto à «Casa dos Marcos», a nova estrutura residencial, pela chegada de Maria Cavaco Silva.

Já depois da cerimónia de inauguração, e quando se preparavam para iniciar a visita ao novo espaço, as personalidades presentes foram de novo vaiadas, com palavras de ordem como "é preciso um política diferente" ou "está na hora de o Governo ir embora".

"Não estamos de acordo com este Orçamento, que é injusto. Aumenta os horários de trabalho e diminui os salários dos trabalhadores da função pública e da administração local. Estamos aqui a dizer que o país não vai lá com estas políticas, basta de sacrifícios e de reduzir salários", concluiu o sindicalista.