Um estudo perguntou a quase dois mil alunos de escolas básicas se havia bullying na sua escola. Do escrutínio resultou que 62 por cento dos alunos deram resposta positiva à existência deste tipo de violência na sua escola.

O estudo divulgado pelo jornal «Público» esta quarta-feira e levado a cabo pela EPIS ¿ Empresários pela Inclusão, foi feito com base numa amostra de 1963 alunos, entre os 12 e os 15 anos, de escolas de vários concelhos do país. Destes, então, 1226 respondera que «sim» à existência de bullying.

O inquérito teve lugar nas escolas de nove concelhos tão diversos como Amadora, Setúbal, Campo Maior, Évora, Paredes, Matosinhos, Estarreja, Oliveira do Bairro e Madalena, na ilha do Pico, entre Setembro e Dezembro de 2013.

A instituição sem fins lucrativos chama atenção que a percentagem ainda poderia ser maior, já que muitos não sabem identificar o que são casos de bullying. «Ainda há a tendência para os alunos identificarem como normais situações de violência, coisas como empurrar alguém na escola, roubar a mochila ou o lanche, chamar nomes», como cita o diário.

Os 1226 alunos que reconheceram existir o bullying,também responderam se à questão se alguma vez tinham estado envolvidos nalgum episódio daquele género, que resultaram em 1256 respostas positivas, mas apenas 77 por cento assumem que o fizeram na condição de espectadores e 20 por cento foram as vítimas.

Dado que a EPIS releva é que apenas metade dos alunos que reconheceram haver bullying na escola declarou recordar-se de campanhas de prevenção.

«Isto mostra que as acções desenvolvidas na grande maioria das escolas contra a violência entre alunos não atingem o alvo, os próprios alunos não identificam essas acções como campanhas antibullying», refere Andreia Ferreira, da EPIS.