A quota de mercado de medicamentos genéricos era de 44,7 por cento no ano passado, mas a maioria dos encargos do Estado com medicamentos referia-se a fármacos sem genéricos no mercado, revelou esta segunda-feira o Infarmed.

Esta percentagem, lê-se no estudo sobre o Mercado de Medicamentos Genéricos em Portugal, elaborado e hoje divulgado pela autoridade que regula o setor (Infarmed), cumpre a meta inscrita no Memorando de 45 por cento.

Ainda assim, prossegue o documento, 52,8 por cento (613 milhões de euros) dos encargos totais do Estado com medicamentos são referentes a medicamentos cuja Denominação Comum Internacional (DCI) ainda não tem medicamentos genéricos disponíveis no mercado.

O Infarmed refere que há DCI que, «embora tenham disponíveis vários medicamentos genéricos comparticipados, o medicamento de marca ainda detém a maior quota de vendas», dando exemplos do Bisoprolol (para a hipertensão), cujo medicamento de marca ainda detêm 54 por cento do mercado.

O mesmo documento indica que, entre 2010 e 2013, houve uma evolução na quota de medicamentos genéricos em unidades de 31,4 por cento em 2010 para 44,7 por cento em 2013 (mais 13,3 pontos percentuais).

«Apesar do aumento de unidades dispensadas, os encargos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) mostram uma tendência de decréscimo de 29,3 por cento (menos 480 milhões de euros)».

O Infarmed garante que «os encargos dos utentes também diminuíram 6,2 por cento (menos 43 milhões de euros) neste período».

O estudo refere que, das 2.771 farmácias que existem em Portugal, 1.278 têm uma quota de mercado de genéricos igual ou superior a 45 por cento e que, destas, 300 têm uma quota igual ou superior a 50 por cento.