O ministro da Administração Interna anunciou, este domingo, «um reforço importante» na apólice dos seguros que cobrem a atividade dos bombeiros, com aumentos de 11 por cento nas indemnizações em caso de morte ou invalidez e 400% em tratamentos.

«Em caso de morte ou invalidez permanente, os valores passam de 225 para 250 vezes o salário mínimo nacional. No que diz respeito aos tratamentos, o valor (limite) passa de 20 para 100 vezes o salário mínimo nacional previsto nas apólices de seguro», disse Miguel Macedo.

Durante a entrega de mais de 600 equipamentos portáteis para operação na Rede SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, que decorreu esta tarde em Viseu, o governante congratulou-se com o fim «de uma negociação difícil».

«Julgo que este resultado satisfaz todos, porque todas as partes assumiram as suas responsabilidades. Foi uma negociação difícil, entre o Governo, Liga Portuguesa de Bombeiros e Associação Nacional de Municípios Portugueses, mas que teve bons resultados», destacou.

O ministro informou que esta atualização do valor das apólices dos seguros vai estar em vigor já no próximo período crítico dos incêndios florestais. E, no seu entender, esta foi uma «solução positiva», que foi possível construir face à exigências apresentadas pela Liga Portuguesa de Bombeiros.

Entrega de rádios duplica capacidade de comunicações

Miguel Macedo avançou hoje que a capacidade de comunicações das corporações de bombeiros vai duplicar depois de procederem à entrega dos 2.600 rádios SIRESP previstos.

«Com a entrega dos 2.600 equipamentos, que começam hoje a ser distribuídos, na prática vamos duplicar a capacidade de comunicações das corporações de bombeiros», sustentou.

No seu discurso, o governante informou que se encontra em curso um concurso que vem permitir, até ao final deste ano, atingir os 9 mil terminais para comunicações na área da proteção civil e das corporações de bombeiros.

«É um investimento muito forte, mas que queremos fazer porque consideramos completamente estratégico melhorar esta funcionalidade, já que significa melhorar a capacidade operacional das corporações de bombeiros», alegou.

De acordo com o responsável do MAI, em 2014 regista-se um aumento dos encargos com o dispositivo de combate aos incêndios florestais, que vai «atingir o montante global de 84 milhões de euros».

«Temos mais quatro meios aéreos e a possibilidade de constituir mais 50 equipas de bombeiros em permanência, ou seja, mais 250 bombeiros no dispositivo especial de verão», avançou.

Miguel Macedo alertou ainda que tem de haver também «um esforço a jusante do dispositivo», de forma a que se garanta que «as regras fixadas na lei estão a ser cumpridas e que não há desvalorização social, nem judicial, do crime de fogo posto».

Sobre os equipamentos individuais de proteção no combate a incêndios florestais, realçou que vão conseguir disponibilizar alguns, mas não todos os que previam.

«Infelizmente em questões de concursos públicos não andamos tão depressa como gostaríamos e não vamos ter todos os equipamentos que queríamos. Entretanto, está a decorrer um concurso público internacional para reforço destes equipamentos, que ascende a um montante de 7 milhões de euros, e o objetivo é ter tudo completo no próximo ano», concluiu.