A pista que levou à reabertura do «caso Madeleine McCann» em Portugal está enfraquecida e prestes a ser descartada.

A PJ não encontrou indícios de que a criança foi raptada por um predador sexual, mas esta é ainda a linha de investigação mais forte da polícia britânica.

A equipa da PJ do Porto, encarregue da revisão do processo, acreditava ter encontrado uma pista que merecia ser olhada com mais atenção: Madeleine poderia ter sido raptada por um homem, que entrou em apartamentos, no Algarve, onde crianças britânicas passavam férias com a família.

Esta hipótese conduzia a um provável suspeito: Euclides Monteiro, ex-funcionário do Ocean Club, que morreu num acidente em 2009. Uma ponta que poderia ter ficado solta e que levou à reabertura do inquérito. Mas, sete meses depois, nada de relevante foi apurado. É, por isso, um caminho que a PJ entende que não vale a pena continuar a percorrer.

A Scotland Yard tem outro entendimento e em março anunciou estar a apostar forte na tese do predador sexual. Alguém, não identificado, a quem são imputados crimes graves de abusos sexuais. Casos sobre os quais as autoridades portuguesas e britânicas não dão dados concretos e que não foram noticiados na altura em que se diz que aconteceram: entre 2004 e 2010.

Sete anos depois do desaparecimento, e numa altura em que a investigação portuguesa não tem ações visíveis no terreno, a Scotland Yard veio ao Algarve. Primeiro para uma reunião, com a PJ, em Faro. Depois, para acompanhar a voo da Força Aérea, contratada para um reconhecimento fotográfico dos terrenos da Praia da Luz onde os detetives pretendem fazer buscas, com cães e um geo-radar.