Gonçalo Amaral entregou esta segunda-feira, na 1ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa, uma revogação da procuração do seu advogado, o que atrasou o início do julgamento do processo de difamação interposto pelo casal McCann ao ex-inspetor da PJ.

A juíza do julgamento cível está agora a analisar se o julgamento deverá prosseguir ou ser adiado, disse à Lusa fonte do tribunal.

Para a advogada do casal McCann, Isabel Duarte, deve ser encontrada uma solução que permita que o julgamento se realize, uma vez que os pais da criança inglesa Madeleine McCann se deslocaram de propósito de Inglaterra para a audiência desta segunda-feira.

Em causa está o julgamento do processo em que os pais de Madeleine McCann pedem uma indemnização de 1,2 milhões de euros, por difamação, ao ex-inspetor da PJ, Gonçalo Amaral.

Os pais da criança inglesa que desapareceu num aldeamento turístico da Praia da Luz, no Algarve, em maio de 2007, poderão prestar declarações na sessão de julgamento de hoje.

O recomeço do julgamento estava marcado para esta segunda-feira, logo após o fim das buscas que a polícia inglesa esteve a fazer na Praia da Luz e que não trouxeram novos dados sobre o caso.

As audiências do julgamento encontravam-se suspensas desde outubro do ano passado, para que o casal McCann chegassem a acordo extrajudicial com Gonçalo Amaral.

Como não existiu um acordo, num caso que motivou já o pedido de arresto de bens a Gonçalo Amaral como medida cautelar, foi marcado o reatamento das sessões.

Nesta ação, o casal McCann, que considera que foram violados direitos, liberdades e garantias da família, pede uma indemnização de 1,2 milhões de euros ao inspetor da PJ que investigou o desaparecimento de Madeleine, ocorrido a 03 de maio de 2007.

No livro «Maddie: A Verdade da Mentira», da autoria de Gonçalo Amaral, o ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Portimão defende o suposto envolvimento de Kate e Gerry McCann, no desaparecimento da criança e na ocultação de cadáver, como recorda a Lusa.