Notícia atualizada

O ex-inspetor da PJ gonçalo Amaral, acusado de difamação pelos pais de Madeleine McCann tem 10 dias para contratar novo advogado, decidiu esta segunda-feira a juíza da 1.ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa.

A sessão do julgamento, que decorre no Palácio de Justiça serviu apenas para a juíza Emília Melo e Castro marcar novas datas - para 08 e 10 do próximo mês - depois de Gonçalo Amaral ter dispensado o seu advogado o que impediu que fossem proferidas as alegações finais como estava previsto, esclarece a Lusa.

No seguimento da nova marcação de audiências, no dia 08 haverá declarações das partes e alegações finais da advogada do casal inglês McCann e a sessão do dia 10 estará reservada para as alegações finais de Gonçalo Amaral.

O casal inglês McCann lamentou o cancelamento da sessão de hoje do julgamento, considerando que o ex-inspetor Gonçalo Amaral utilizou uma «estratégia dilatória» para adiar a audiência.

Em declarações aos jornalistas, o casal vincou tratar-se da quarta vez que o julgamento é adiado, sublinhando que esta situação lhes dificulta a vida já que vivem em Inglaterra, têm que se deslocar de propósito a Portugal e deixar os filhos gémeos entregues a uma pessoa.

Em causa está o julgamento do processo em que os pais de Madeleine McCann pedem uma indemnização de 1,2 milhões de euros, por difamação, ao ex-inspetor da PJ.

O julgamento estava marcado para hoje, mas Gonçalo Amaral apresentou um pedido para dispensar o seu advogado, tendo a juíza Emília Melo e Castro fixado um prazo de dez dias para que o réu contrate novo advogado. Na sessão de hoje foram marcadas novas audiências de julgamento para 08 e 10 de julho.

Gerry McCann, pai de Madeleine McCann - desaparecida no Algarve na noite de 03 de maio de 2007 -, voltou a dizer que voltará a Portugal sempre que for necessário.

Quanto à recente investigação realizada no Algarve pela polícia britânica em que não foram encontrados quaisquer indícios de Madeleine McCann, os pais da criança reiteraram que isso lhes reforça a esperança de que a filha ainda possa estar viva.

Por sua vez, a advogada dos McCann, Isabel Duarte, declarou aos jornalistas que ninguém tem dúvidas de que o pedido apresentado por Gonçalo Amaral de revogação do advogado se tratou de um «expediente dilatório» do ex-inspetor da Polícia Judiciária (PJ) para adiar a audiência.

A reforçar esta ideia, Isabel Duarte revelou que a marcação de nova data para a audiência final de hoje resultou de uma negociação demorada com as partes, incluindo Gonçalo Amaral, mostrando-se, contudo, confiante de que o julgamento termine nas novas datas previstas.

Em causa está o julgamento do processo em que os pais de Madeleine McCann pedem uma indemnização de 1,2 milhões de euros, por difamação, ao ex-inspetor da PJ.

As audiências do julgamento encontravam-se suspensas desde outubro do ano passado, para que o casal McCann chegassem a acordo extrajudicial com Gonçalo Amaral.

Como não existiu um acordo, num caso que motivou já o pedido de arresto de bens a Gonçalo Amaral como medida cautelar, foi marcado o reatamento das sessões.

Nesta ação, o casal McCann, que considera que foram violados direitos, liberdades e garantias da família, pede uma indemnização de 1,2 milhões de euros ao inspetor da PJ que investigou o desaparecimento de Madeleine, ocorrido a 03 de maio de 2007.

No livro «Maddie: A Verdade da Mentira», da autoria de Gonçalo Amaral, o ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Portimão defende o suposto envolvimento de Kate e Gerry McCann, no desaparecimento da criança e na ocultação de cadáver.

A continuação do julgamento estava marcado para esta segunda-feira, logo após o fim das buscas que a polícia inglesa esteve a fazer na Praia da Luz e que não trouxeram novos dados sobre o caso.