Manuel Forjaz publicou um livro sobre a sua experiência como doente de cancro - «Nunca Te Distraias da Vida» -, e até quebrou tabus num programa na televisão. «Posso acabar por morrer da doença, mas a doença não matará a minha vida», era o seu lema, mesmo que, de semana para semana, a decadência física se revelasse maior, a falta do cabelo, a mesma energia.

Uma atitude louvada pelo presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Vítor Veloso, que, em declarações à radio TSF: «A maneira como ele se apresentou, como reagiu, a sua postura em relação à situação foi exemplar».

Reveja aqui o último programa de Manuel Forjaz na TVI24.

Por isso, Vítor Veloso diz que gostava de ver mais figuras públicas a darem a cara pela doença e espera vê-los a falar sobre a experiência do que é viver com uma doença oncológica.

A postura «exemplar» de Manuel Forjaz para com a doença ajuda na sua desmistificação. Uma evolução na sociedade e na própria comunicação social, já que há uns teriam dito que Manuel Forjaz morreu vítima de doença prolongada, como conta a TSF.

José Alberto Carvalho escreve sobre Manuel Forjaz

.

Manuel Forjaz não o escondeu. Morreu vítima de cancro do pulmão, no domingo, aos 50 anos. O funeral foi esta segunda-feira, mas, como disse, «Posso acabar por morrer da doença, mas a doença não matará a minha vida». E o exemplo fica.