O quadro clínico do cavaleiro João Moura, de 54 anos, «é estável», disse esta sexta-feira à agência Lusa fonte do gabinete de comunicação do Hospital de Egas Moniz, onde o toureiro está internado após uma queda de um cavalo.

Contactado pela Lusa, o apoderado (empresário) do cavaleiro tauromáquico, Abel Correia, relatou que João Moura «passou bem a noite» e que necessita de «muito descanso» nos próximos dias.

O cavaleiro sofreu na quinta-feira à tarde um traumatismo cranioencefálico, com perda de conhecimento, na sequência de uma queda de um cavalo, em Monforte, tendo sido transportado para o hospital de Portalegre.

Na unidade de saúde, onde chegou consciente e estável, foi feita uma Tomografia Axial Computorizada (TAC), na qual lhe foi diagnosticado um «pequeno foco de contusão hemorrágico à esquerda», indicou à Lusa fonte hospitalar.

Após realizar todos os exames, o toureiro foi transferido de Portalegre, por ambulância, para o Hospital São Francisco Xavier e, posteriormente, para o Hospital de Egas Moniz, ambos em Lisboa.

A queda ocorreu na Quinta de Santo António, em Monforte, propriedade do toureiro, ao final da tarde de quinta-feira, tendo os bombeiros sido alertados às 19:00.

O cavaleiro João Moura tomou a alternativa em 1978, na praça de toiros de Santarém, sendo considerado pelos aficionados o toureiro português de maior relevo na história da tauromaquia nacional, conquistando além-fronteiras, sobretudo em Espanha, «grande notoriedade» ao abrir por nove vezes a porta grande da principal praça de toiros do mundo, Las Ventas (Madrid).