Notícia atualizada às 21:38

Isaltino Morais foi libertado. O Tribunal da Relação de Lisboa deu esta tarde razão ao recurso do ex-autarca de Oeiras e ordenou a sua saída em liberdade condicional do estabelecimento prisional da Carregueira.

O antigo autarca de oeiras saiu do Estabelecimento Prisional da Carregueira pelas 18:50 dizendo aos jornalistas que estava muito feliz por sair em liberdade. «Estou [muio feliz], mas não quero dizer mais nada. Eu falarei mais tarde», prometeu.

Isaltino Morais disse ainda que «há muito tempo» que aguardava esta decisão de sair da prisão.

«Estar em liberdade é a coisa melhor que a pessoa pode ter», disse o antigo autarca de Oeiras.

Visivelmente mais magro, o ex-presidente da Câmara de Oeiras saiu da prisão da Carregueira, faltava pouco para as 19:00 e, com ele, trouxe apenas alguns pertences, dentro de um saco de plástico.

À saída, dirigiu-se de imediato para o carro do seu advogado, Pinto de Abreu, mas antes deu ainda um abraço emocionado ao seu filho, seguindo viagem até à sua casa, em Miraflores, junto a Algés, Oeiras, para, segundo disse, «descansar».

Isaltino Morais, condenado a dois anos de prisão por fraude fiscal, vai cumprir o resto da pena em liberdade condicional, estando impedido, por decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, de se ausentar de Portugal continental até abril de 2015.

A Relação impôs três regras para a liberdade condicional: Isaltino terá de continuar a residir na sua casa de Miraflores, não pode sair de Portugal continental e durante o período de liberdade condicional não pode cometer mais crimes.

Em fevereiro, o tribunal de execução de penas de Lisboa rejeitara um pedido de liberdade condicional apresentado pelo arguido que foi preso a 24 de abril do ano passado. A 24 de abril fez um ano que foi detido.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Oeiras foi condenado em 2009 a sete anos de prisão e perda de mandato autárquico por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção.

Posteriormente, o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu condená-lo a dois anos de cadeia por fraude fiscal e branqueamento de capitais, tendo anulado a perda de mandato.