Até 31 de dezembro estão abertas as votações para a palavra do ano, um desafio lançado pela Porto Editora e que já vai na quinta edição.

«Bombeiro», «irrevogável» e «inconstitucional» são as palavras que estão atualmente no top 3, depois de 18 dias de votação, mas, ao todo, são 10 as palavras em que pode votar. A palavra vencedora será anunciada na manhã de 3 de janeiro de 2014.

Quais são as palavras do ano e porque foram escolhidas?

Bombeiro Depois de mais um verão com incêndios de norte a sul do país, este ano fica tragicamente marcado pela morte de 8 bombeiros em pleno combate às chamas.

Coadoção Apesar de ter sido aprovado o adiamento do projeto-lei da coadoção por casais do memso sexo, o debate intensificou-se dentro e fora do Parlamento.

Corrida Se já estava na moda, a corrida «pegou» definitivamente no ano de 2013. Desde maratonas a corridas temáticas, há cada vez mais adeptos da modalidade.

Grandolada A inspiração vem da música «Grândola, vila morena» e surgiu como ação de protesto contra a austeridade e as políticas do Governo.

Inconstitucional A palavra entrou definitivamente no léxico português, depois dos sucessivos chumbos do Tribunal Constitucional a medidas que o Governo queria levar a cabo. Ainda esta quinta-feira o TC declarou que o diploma de convergência de pensões é inconstitucional.

Irrevogável Foi em julho que Paulo Portas , descontente com a escolha de Maria Luís Albuquerque para ministra das Finanças, anunciou que se ia demitir e que essa decisão era irrevogável. A palavra ficou, até porque o ministro foi promovido a vice-primeiro-ministro.

Papa Pela primeira vez na história da Igreja Católica Romana é eleito um Papa latino-americano. O Papa Francisco tem cada vez mais apoio entre os fiéis e é uma figura que empatiza com vários quadrantes da sociedade.

Piropo O debate não é de agora, mas identificou-se. Afinal, o piropo deve ou não ser considerado assédio verbal?

Pós-troika A palavra tem ganho dimensão, até porque faltam cerca de seis meses para terminar o programa de assistência financeira a Portugal. O Governo até já inaugurou um relógio que faz a contagem decrescente. A questão que permanece é: e a seguir ao pós-troika?

Swap Até este ano a palavra swap era desconhecida da maioria dos portugueses. Entrou no léxico comum depois de ter sido anunciado que as empresas públicas tinham 113 swaps celebrados com os bancos, entre os quais 56 considerados problemáticos. Estes contratos representavam perdas potenciais de 3,1 mil milhões de euros.