O ministro da Educação disse à Lusa, em Paris, que ainda «há muito a melhorar nas escolas» portuguesas, quando questionado sobre os resultados do ranking das escolas, divulgados neste sábado.

«É evidente que há muito a melhorar nas nossas escolas ainda», declarou Nuno Crato.

No entanto, o ministro considerou que este é «um trabalho que não é só das escolas, nem do Ministério da Educação».

«É um trabalho que envolve todos. Envolve professores, envolve famílias, envolve apoio aos nossos jovens e envolve exigência da parte de todos», acrescentou.

«O que nós estamos interessados nos rankings é que as comunidades locais e que toda a sociedade portuguesa tenha acesso ao que se passa nas escolas e perceba como é que as escolas se estruturam», explicou o ministro.

«Nós não estamos propriamente interessados em discutir rankings no sentido em que esta escola passou à frente da outra, ou esta escola passou atrás da outra. Estamos interessados é em divulgar os dados, para que cada comunidade local, com base nesses dados, perceba o que é que pode fazer para melhorar a sua escola», explicou Nuno Crato, assegurando que o processo é feito com clareza.

«E fazemo-lo com total transparência, no sentido em que damos, não só os dados dos exames, como damos dados de enquadramento que permitem ver melhor o que se passa em relação às escolas», disse.

Nuno Crato falou à Lusa à margem do acordo, assinado hoje, entre Portugal e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para o estabelecimento de um Centro Internacional em Lisboa, dedicado à formação avançada em ciências fundamentais, dentro do espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O ministro da Educação e Ciência representou Portugal na 37.ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, que teve início a 05 de novembro e termina no próximo dia 20, em Paris.