A Plataforma Transgénicos Fora denunciou esta segunda-feira a comercialização de farinha com milho geneticamente modificado em duas cadeias de hipermercados, apelando aos consumidores para que boicotem este produto.

A Plataforma Transgénicos Fora explicou, em comunicado, que fez, em lojas de dez cadeias de hipermercados de Lisboa e Porto, um levantamento às farinhas de milho provenientes de milho geneticamente modificado, tendo detetado este tipo de produto à venda em duas delas.

Em sete das 10 cadeias visitadas não foi encontrado nas prateleiras qualquer produto com milho transgénico. Numa delas estes produtos foram detetados, mas depois de alertados pela plataforma os responsáveis da loja retiraram «imediatamente de circulação» esses produtos.

As restantes duas vendiam estes produtos e optaram por manter a sua comercialização.

A plataforma adiantou que as duas cadeias instituíram «como políticas internas a exclusão dos transgénicos nos produtos de marca própria», mas não reconheceram «a necessidade de estender tal garantia aos restantes alimentos à venda».

As duas cadeias tinham à venda nas suas prateleiras a farinha de milho branco da marca P.A.N., um produto da Colômbia e importado via Venezuela.

A plataforma diz que contactou o importador português e que este se recusou a discutir alternativas ao produto, apelando, por isso, para que os consumidores boicotem o produto.

As farinhas e sêmolas apresentam um potencial de risco para a saúde, como alergias, «muito superior» a outros produtos como os óleos, uma vez que contém «todo o DNA e proteína transgénica oriundo dos grãos originais», alerta a plataforma.

Considera que, ainda assim, Portugal "revela uma situação favorável", já que apenas duas cadeias de hipermercados vendem um único produto com milho transgénico.

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura.