O ministério da Educação quer financiar as famílias que queiram colocar os filhos a estudar no ensino privado e que não tenham possibilidades financeiras. Para a Fenprof esta ideia de um cheque ensino é um ataque à escola pública.

As famílias vão poder optar por colocar os filhos a estudar no ensino privado, mesmo que não tenham dinheiro para o fazer.

O estado é quem financia ou pelo é essa a intenção da proposta de alteração ao regime de ensino particular que prevê a criação de contratos simples de apoios às famílias, abrindo assim a possibilidade à introdução de um cheque- ensino na escolaridade obrigatória.

Fenprof e Confederação de pais dizem tratar-se de um atentado à escola pública. O apoio proposto tem como base o custo das turmas nas escolas público e o rendimento das famílias. E como cada aluno custa em média 4415 euros no ensino público, este deverá ser o apoio máximo pago pelo Estado a quem optar pelo ensino privado.

Um financiamento que depende do rendimento. Ainda se desconhece em que moldes será feito: se será entregue às famílias ou diretamente às escolas.

A proposta do ministério da Educação, que está na fase final de discussão, aponta também para uma maior autonomia do ensino privado que permite por exemplo uma carga horária maior em determinadas disciplinas ou a introdução de uma segunda língua estrangeira a partir do 5º ano de escolaridade.