O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse esta quarta-feira que não vão encerrar as 11 esquadras propostas pela PSP para a área de Lisboa, explicando que foi um projeto inicial da Polícia para a reforma do dispositivo.

«Esse foi o ponto de partida e um projeto técnico elaborada pela PSP, nunca fizemos finca pé na questão do número de esquadras, fazemos fica pé nos princípios que estruturam esta alteração e esta reforma¿, disse Miguel Macedo aos jornalistas, no final do ciclo de conferências ¿Segurança e Desenvolvimento» promovido pela GNR e no qual foi hoje orador o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

O ministro da Administração Interna adiantou que o Governo tem trabalhado com os órgãos autárquicos, designadamente juntas de freguesia e câmara municipal, destacando que se têm encontrado «boas soluções».

Para o Comando Metropolitano de Lisboa, a PSP propõe, no seu projeto inicial, o encerramento de 11 esquadras e a abertura de dois Serviços de Atendimento Partilhado e de Policiamento de Proximidade (SAPPP).

«Não serão 11, mas se forem oito ou nove, não há drama de maior», afirmou Miguel Macedo, sublinhando que o objetivo da reforma é melhorar o dispositivo policial e «redimensionar as divisões da PSP na área metropolitana de Lisboa».

Para o ministro, este processo é «gradual e faseado», não se tratando apenas do fecho de esquadras, existindo também a abertura de instalações policiais.

Sobre a freguesia de Carnide, Miguel Macedo disse que existem nesta zona da cidade de Lisboa três instalações policiais, sendo um dos casos que ainda está a ser «ultimado e ajustado».

A Junta de Freguesia de Carnide convocou para esta quarta-feira uma concentração em frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), às 15:45, contra a proposta da PSP de encerrar duas das esquadras daquela freguesia.

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, a questão não é saber se a cidade «vai ter mais ou menos esquadras a encerrar», mas sim se vai ter «melhor segurança» na cidade de Lisboa, que passa por «uma boa combinação entre os efetivos disponibilizados para o policiamento de rua e número de esquadras».

«A segurança não se mede em número de esquadras, mede-se em policiamento efetivo na rua», cita a Lusa.