O vereador da Segurança e Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa afirmou que espera uma decisão na quinta-feira quanto ao edifício que ardeu durante a madrugada na rua Rodrigo da Fonseca.

Em declarações à Lusa, Carlos Castro disse que só quinta-feira será tomada «uma decisão quanto ao futuro do edifício, uma vez que vão ser analisados os relatórios do proprietário, dos técnicos da Câmara Municipal e da Proteção Civil e dos Bombeiros».

O incêndio que deflagrou, na madrugada desta quarta-feira, no edifício em obras no n.º 45 da rua Rodrigo da Fonseca foi dado como controlado às 03:30, tendo entrado, em seguida, em fase de rescaldo.

Durante a manhã, estiveram reunidos no local do incêndio, técnicos da autarquia lisboeta, dos sapadores bombeiros de Lisboa e da proteção civil municipal para averiguar a situação do edifício e dos elementos utilizados na obra, nomeadamente uma grua, cuja cabina também foi atingida pelas chamas.

«Hoje houve um primeiro levantamento do que aconteceu e foi feita uma primeira avaliação, agora os relatórios vão ser cruzados e logo saíra uma decisão», frisou Carlos Castro, considerando ser «prematuro» avançar já com o destino a dar ao edifício.

Por causa do incêndio, o trânsito na rua Rodrigo da Fonseca, entre a Braamcamp e a Artilharia Um, em Lisboa irá permanecer cortado por tempo indeterminado.

De acordo com o chefe das operações dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa, Fernando Curto, as causas do incendio ainda estão por apurar.

O edifício contiguo ao número 45 onde deflagrou o incêndio foi evacuado durante a madrugada, por questões de segurança, e durante a manhã as empresas que nele têm escritório não funcionaram.

Já o hotel que se encontra em frente, Clarion Suites, realizou uma «evacuação interna apenas por motivos de segurança», de acordo com o chefe de receção João Luís.

De acordo com a mesma fonte, o hotel tem, para já, apenas danos nos vidros e na caixilharia dos últimos andares devido ao calor intenso.

O hotel tinha à hora do incêndio uma ocupação de cerca de 40 por cento.

Os sapadores de bombeiros de Lisboa retiraram durante a manhã os vidros danificados do hotel, já que constituíam perigo de queda.

Fernando Curto salientou ao início da manhã que o rescaldo iria ser demorado e a vistoria tem de ser «feita com calma».

Cerca das 04:30, o diretor municipal de Proteção Civil e comandante do regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, tenente-coronel Pedro Patrício, fez um balanço do incêndio numa altura em que este já estava em rescaldo há cerca de uma hora.

Pedro Patrício disse que o prédio, de habitação, que se encontrava em obras de reabilitação era composto por um estrutura de madeira que estava a ser trabalhada e que o incêndio terá deflagrado do lado direito do terceiro piso, numa «zona técnica» onde existiam quadros elétricos, sem avançar, contudo, para já com causas do acidente.

O mesmo responsável disse que a primeira preocupação dos bombeiros foi garantir a segurança dos edifícios contíguos e dos seus moradores, o que levou à evacuação de um edifício e de um hotel situado em frente ao prédio em chamas, apesar de, pelas 04:10, os moradores terem sido autorizados a regressar, refere a Lusa.