Apenas 5% dos 11.916 alunos do 6.º ano, inscritos para a 2.ª fase da prova final de Matemática, aprovaram naquela que era a última oportunidade de passarem à disciplina, revelou esta sexta o Ministério da Educação e Ciência (MEC).

No ano letivo de 2013-2014, pela primeira vez, os alunos do 2.º ciclo também tiveram direito a um período de acompanhamento extraordinário e a uma segunda oportunidade para recuperarem as notas e passarem de ano, como já acontece com os alunos do 4.º ano (1.º ciclo).

Apenas 607 dos inscritos a Matemática obtiveram uma classificação igual ou superior ao nível três, o primeiro nível positivo utilizado na escala de classificação utilizada neste nível de ensino, que varia entre o nível um - o mais baixo - e o nível cinco - o mais alto (escala de 1 a 5).

A Português, os alunos do 6.º ano obtiveram melhores resultados, com 35% (2.927) dos 8.477 inscritos nessa prova final a conseguirem um resultado de, pelo menos, nível três, o que lhes garante a aprovação à disciplina.

O total de aprovações conseguidas a Português no 6.º ano é um número que o MEC classifica como «muito positivo».

Ainda assim, 8.252 alunos inscritos reprovaram na prova de Língua Portuguesa.

A média dos alunos do 6.º ano foi de 41,4% a Português e de 22% a Matemática.

«Os alunos que realizaram esta 2.ª fase dos exames nacionais são aqueles que demonstraram maiores dificuldades ao longo do ano letivo. Não é surpreendente que as médias das classificações das provas finais sejam relativamente baixas, se comparadas aos resultados da 1.ª fase. Ainda assim, esta medida permitiu reduzir a retenção entre alunos com maiores dificuldades, que, numa fração com algum significado, melhoraram o seu desempenho», sublinhou o MEC, em comunicado extensível também aos resultados do 1.º ciclo.

Para os que não conseguiram aprovação, o MEC frisa em comunicado que «o impacto dessas notas, na passagem de ciclo, só será conhecido após a sua análise pela escola à luz das demais classificações dos alunos», como cita a Lusa.

«Oportunamente serão divulgados indicadores que ilustram o efeito da realização da 2.ª fase das provas finais do 1.º e 2.º ciclo do ensino básico na taxa de retenção dos aluno», refere também o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), em comunicado sobre os resultados hoje divulgados.