Com apenas dois anos de atividade, os pais dos alunos da Escola da Serra do Pilar, em Gaia, apontam uma lista de deficiências ao complexo de edifícios, que já estão a ser avaliados pelo novo executivo camarário.

Com um custo final que rondou os seis milhões de euros, na Escola dos Sentidos como também é conhecida, as queixas dos pais dos alunos desta escola básica e jardim de infância vão todas no mesmo sentido: o espaço apresenta defeitos de construção e de manutenção.

O primeiro deles coloca-se logo na entrada. O portão central e as campainhas estão avariados, o que obriga as crianças a entrarem pelo portão das traseiras, que dá para um parque de estacionamento sem iluminação. Com a mudança de hora e o inverno à porta, as dificuldades estão à vista. E se o breu é um problema, o sol também é.

As salas são na sua maioria envidraçadas, mas não têm estores. O calor incomoda e a luz abundante não permite a visualização dos quadros. Os pais queixam-se ainda da falta de trincos de segurança nas janelas do primeiro andar e de alguns vidros partidos. Há ainda infiltrações.

De dentro para fora, as crianças também não estão seguras no recreio. O piso escorregadio das lajes do espelho de água, bem como as grelhas de escoamento de água que estão soltas. Já para não falar na casca de carvalho que pavimenta o parque infantil e que é foco de alergias.

Esta são algumas das reclamações enumeradas pelo «Jornal de Notícias» que ouviu o novo presidente da Câmara de Gaia a propósito do problema. Eduardo Vítor Rodrigues afirmou que «O empreiteiro terá de assumir a garantia e fazer as correções. Estamos disponíveis para corrigir o restante que não resulta da responsabilidade do construtor».

O Centro Escolar da Serra do Pilar é uma obra de Joaquim Massena, orçamentada inicialmente em 4,77 milhões de euros. Acabou por levar mais um ano e quatro meses a ser construída e obrigou também a gastar mais dinheiro, uma derrapagem de mais de um milhão.

A Câmara de Gaia já multou o consórcio responsável pela empreitada em 30 mil euros. Este, por sua vez, contestou a multa culpando o projeto.