Na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, 66 cursos ficaram sem qualquer aluno colocado, quase todos a funcionar em institutos politécnicos e na área das engenharias.

De acordo com os dados divulgados pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES), relativos ao concurso de acesso ao ensino superior em 1.ª fase, o Instituto Politécnico de Bragança é a instituição pública de ensino superior que nesta fase de acesso apresenta o maior número de cursos sem qualquer aluno colocado (11).

Ainda em Trás-os-Montes, na Universidade com o nome da região, existem outros quatro cursos sem qualquer estudante colocado, o que faz desta zona do interior norte a área do território nacional mais representada na lista dos cursos sem alunos.

Quase todos os institutos politécnicos estão representados nesta lista, e a maior parte deles com mais de um curso.

Dos 66 cursos em causa, mais de 20 são em regime pós-laboral ou de ensino à distância.

Dos mais de mil cursos que vão funcionar no ano letivo de 2013-2014, 330 tiveram na 1.ª fase do concurso de acesso menos de 10 estudantes colocados, e 179 cursos tiveram entre 10 e 20 alunos colocados.

No âmbito da mais recente política do Ministério da Educação e Ciência, de reequacionar a oferta tendo em conta fatores como a procura dos cursos, são vários os que podem estar em risco, apesar de os dados agora divulgados ainda estarem sujeitos a alterações dependentes das colocações em 2.ª e 3.ª fases do concurso nacional.

No entanto, estas fases do concurso nacional costumam representar um volume de colocações bastante mais residual.

Em maio, o Ministério da Educação e Ciência propôs alterações legislativas que condicionam a abertura de cursos e o seu financiamento.

Os cursos superiores que, no início do ano letivo prestes a iniciar-se, registarem uma média de inscrições no 1.º ano inferior a 10, no conjunto dos anos letivos de 2011-2012 e 2012-2013, não vão poder abrir vagas.

Apesar de os cursos que não conseguiram colocar qualquer candidato na 1.ª fase terem ido a concurso, na sua grande maioria, com mais de 20 vagas disponíveis, a ausência de candidatos a frequentá-los, a persistir, pode levar a equacionar o seu encerramento.

Na primeira fase do concurso nacional, mais de 90% dos candidatos a uma vaga no ensino superior conseguiram colocação, com 37.415 dos 40.419 estudantes a conseguir colocação numa universidade ou politécnico, e em 60% dos casos no curso desejado.

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES), 93% dos candidatos a frequentar o ensino superior conseguiu colocação na 1.ª fase do concurso nacional, um registo superior ao de 2012, ano em que 90% dos alunos conseguiu ocupar uma das vagas a concurso.

Das 51.461 vagas a concurso, sobraram este ano 14.176, mais 1.870 do que as 12.306 que sobraram em 2012, ano em que havia disponíveis 52.298 lugares no ensino superior.

Os números de acesso à primeira fase do concurso estão disponíveis na página de Internet da DGES, em http://www.dges.mctes.pt.