Notícia atualizada

Desta vez foi o governo canadiano que recomendou na sexta-feira aos seus cidadãos para não viajarem para a Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, devido aos casos de Ébola na África ocidental.

Para o Executivo de Otava apenas as viagens inadiáveis devem ser concretizadas.

A ministra da Saúde do Canadá, Rosa Ambrose, explicou em comunicado não haverem casos confirmados de Ébola no país e que o risco disso acontecer continua «muito baixo».

Risco «muito beixo em Portgal, mas mesmo assim dois hospitais no continente, um em Lisboa e outro no Porto, estão preparados para receber infetados com o vírus de ébola, segundo fonte da Direção-Geral de Saúde.

A diretora-adjunta da Direção Geral de Saúde (DGS) Graça Freitas explicou à Lusa que, em caso de ser detetado o vírus no país, os infetados deverão ser encaminhados para o Hospital de S. João, a norte, e o Curry Cabral, a sul, que já têm planos de contingência para fazer face a possíveis casos.

O vírus está muito ativo em países da África Ocidental, onde já provocou 720 mortes em mais de mil casos registados, a maior parte na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa. A Guiné-Conacri tem uma longa fronteira com a Guiné-Bissau, país com o qual Portugal volta a ter ligações aéreas diretas a partir de outubro e onde vivem muitos portugueses.

Graça Freitas disse que a DGS também já teve reuniões com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que estão igualmente preparados.

«Temos de estar preparados e esperar que não aconteça nada», disse a responsável, adiantando que já foram criados planos em anos anteriores nos dois hospitais mas que, caso um doente chegue a outro hospital e este declare ter capacidade o infetado «pode eventualmente ficar» nessa unidade.

Questionada sobre haver um eventual risco acrescido com o restabelecer das ligações aéreas com a Guiné-Bissau a diretora-adjunta preferiu dizer que os riscos vão sendo avaliados a todo o momento e até lá pode haver uma inversão do quadro.



Entretanto, os dois voluntários americanos infetados já estão de regresso aos Estados Unidos. Partiram da Libéria este sábado e vão ser internados com altas medidas de segurança para evitar contágios.