O concurso público para o cargo de diretor-geral das Artes vai ser repetido por não terem sido encontrados três finalistas «com o mérito exigido no perfil», revelou esta sexta-feira à agência Lusa fonte da comissão de recrutamento.

A Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CReSAP), presidida por João Bilhim, é o organismo responsável pela abertura de concursos, receção de candidaturas, avaliação e seleção de candidatos de direção superior na administração pública, e cada tutela do Governo faz a escolha final.

Contactado pela agência Lusa sobre o concurso, fonte do gabinete de imprensa da CReSAP indicou que «será objeto de repetição, nos termos da lei e por deliberação do júri, que, concluídas as entrevistas aos concorrentes, reconheceu em ata não ter encontrado três candidatos com o mérito exigido no perfil».

O concurso para diretor-geral das Artes esteve aberto de 25 de outubro a 7 de novembro de 2013, tendo sido registadas oito candidaturas, indicou ainda a CReSAP.

Em novembro do ano passado, o atual diretor-geral das Artes, Samuel Rego, afirmou à agência Lusa que não se candidatou ao cargo por não cumprir um dos requisitos exigidos.

«Saio por uma questão formal, porque eu desejaria continuar no cargo. Um dos requisitos, é ter uma licenciatura há pelo menos doze anos, e eu tenho há onze anos e dois meses», contou, na altura, sublinhando Samuel Rego que não existiam «quaisquer divergências» com a tutela.

De acordo com a CREsAP, o aviso de abertura do novo concurso deverá ir para publicação em Diário da República a 16 de janeiro.

Quanto ao concurso para subdiretor-geral da Direção-Geral das Artes (DGC), que teve 11 candidatos, a proposta de designação da CReSAP, tornada pública no site, apurou três candidatos: Joana Margarida Fins Faria, Nuno Humberto Pólvora Santos e Susana Maria Graça Pereira de Oliveira.

O processo de avaliação de todas as candidaturas aos vários concursos de recrutamento na administração pública é feito por um júri composto por quatro pessoas e presidido por João Bilhim, que tem voto de qualidade.

O júri da CReSAP seleciona seis candidatos por concurso que, por seu turno, serão alvo de entrevista.

A partir das entrevistas, o júri seleciona depois três candidatos e envia os pareceres à respetiva tutela.

Neste caso, será o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, a avaliar e a fazer a opção final sobre quem vier a ocupar a direção da DGArtes.