Os alunos de 259 escolas vão ter mais apoio este ano graças aos resultados obtidos no ano passado, revelou o Ministério da Educação, que vai atribuir 5.600 horas para os professores desenvolverem atividades educativas.

Pela primeira vez este ano, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) decidiu premiar as escolas que conseguissem diminuir o número de alunos em risco de abandono escolar, atribuindo-lhes horas extra para desenvolverem projetos educativos.

O MEC analisou a situação em que estavam os estudantes no final dos anos letivos de 2012/13 e 2013/14, tendo em conta se tinham passado de ano ou se, por alguma razão, estavam em risco ou abandonaram a escola (RA).

Todos os alunos que abandonaram a escola, anularam a matrícula ou ficaram retidos ou excluídos por faltas foram considerados como estudantes em situação de risco e, por isso, o seu percurso foi acompanhado.

A Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência encontrou 89 escolas que, apesar de ter «tido elevados níveis de abandono em 2012/13», conseguiram reduzir o abandono escolar para menos de metade no ano passado.

Cada uma destas escolas ganhou, por isso, 30 horas de crédito que poderá usar este ano com projetos para melhorar os resultados dos seus alunos.

Segundo o MEC, estas 89 escolas representam cerca de 25% das que têm elevados níveis de abandono. No total, o MEC vai atribuir-lhes 2.670 horas de crédito horário.

O Indicador de Eficácia Educativa (EFI) é outro dos items avaliado que permite às escolas ganhar crédito horário semanal, tendo em conta as notas obtidas pelos alunos nos exames nacionais e os resultados conseguidos ao longo do ano.

As escolas onde os alunos conseguem ter notas nos exames não muito distantes das obtidas ao longo do ano pelo trabalho realizado na sala de aula são premiadas, assim como a evolução das notas ao longo dos anos.

Este ano, o MEC vai atribuir 2.930 horas distribuídas por 200 escolas, ou seja, serão premiados mais 51 estabelecimentos de ensino do que no ano passado.

Além disso, este ano foi possível «identificar quatro agrupamentos de escolas que ao longo destes três anos se mantiveram no grupo de topo das 20% de escolas que mais evidenciaram melhoria nos resultados da avaliação sumativa externa (exames ou provas nacionais), tendo-lhes sido atribuído, de acordo com os critérios previstos, um crédito de 30 horas».

Com a atribuição destas horas, as escolas podem reforçar a carga curricular em disciplinas com menor sucesso, podem pedir a presença de mais professores na sala de aula (coadjuvação) ou apoiar alunos ao primeiro sinal de dificuldades.

Cabe aos órgãos da escola decidir que atividades devem desenvolver com as horas atribuídas, assim como que recursos humanos devem afetar, sublinha o MEC, lembrando que «tem vindo a apoiar as escolas neste sentido desde 2012».

Em relação ao ano passado, o crédito atribuído por essas componentes aumentou este ano em 2.750 horas, sendo que só 2.670 horas vieram do RA, que foi aplicado pela primeira vez agora.

O MEC salienta que «mais 100 escolas recebem crédito, tendo duplicado o número das que o recebem este ano (31,9 %), em relação a 2013/2014».