Notícia atualizada

O ministro da Educação negou esta terça-feira qualquer atraso na divulgação das listas de professores colocados e defendeu que os docentes têm 90 dias para se apresentarem no centro de desemprego, sendo desnecessário irem no primeiro dia.

«Não há atraso na publicação das listas, a colocação de professores tem um processo, são formadas as turmas, são conhecidos os professores, são conhecidas, este ano, as rescinsões por mútuo acordo e, a partir dai, as vagas sobrantes são distribuídas num processo que termina, no essencial, antes da abertura do ano lectivo», disse Nuno Crato.

O ministro, que respondia a questões dos jornalistas no final da sessão de abertura da 19ª Conferência Nacional de Física, a decorrer em Lisboa, insistiu que «é isso que se está a passar este ano».

«Qualquer pessoa tem 90 dias para se apresentar num centro de emprego, não precisa ir no primeiro dia em que suspeita que pode vir a estar sem emprego apresentar-se no centro de emprego», como cita a Lusa.

Na segunda-feira, muitos dos professores contratados dirigiram-se aos centros de emprego.

Nuno Crato referiu que este «é um drama que não se coloca», embora acrescentando que percebe «perfeitamente» os problemas pessoais dos professores que necessitam de trabalhar.

As listas dos professores serão divulgadas «antes do começo do ano letivo», garantiu o ministro, sem precisar a data.

Para o ministro da Educação, o essencial é que «nenhum Governo até hoje fez tanto pela estabilidade dos professores como este» e apontou como exemplo os dois processos de vinculação extraordinária dos professores que estavam há mais tempo ao serviço sem colocação definitiva.

Salientou ainda o mecanismo para que os professores com contratos anuais e sucessivos por mais de cinco anos, entrem, «semiautomaticamente», nos quadros do Ministério.

Quanto à presença de filas de professores em vários centros de emprego, na segunda-feira, primeiro dia de setembro, e das opiniões discordantes que transmitem acerca do processo de divulgação das listas dos que ficam colocados, Nuno Crato disse ser «natural».

«Estamos numa sociedade democrática, portanto é natural que haja críticas, não tenho nada a criticar ao facto de haver críticas», frisou.