A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) considerou esta quarta-feira positiva a inclusão do ensino do inglês nos 3.º e 4.º anos, mas defendeu que a disciplina deve ser introduzida logo a partir do 1º. ano.

Em declarações à agência Lusa a propósito do anúncio feito terça-feira pelo ministro da Educação da introdução da disciplina de inglês no currículo do 1.º ciclo, prevista para 2015-2016, o presidente da CONFAP, Jorge Ascensão, disse ser uma decisão ¿muito positiva¿, salientando que a associação já defende esta inclusão há muito tempo.

«Nos tempos de hoje e com a globalização, achamos até que uma segunda língua deveria ser incluída no 1º. ano, mas sendo já incluída no 3.º e 4.º é obviamente positivo e claro que estamos de acordo. Gostaríamos até que fosse introduzido já este ano ou que já tivesse sido», disse.

O ministro da Educação, Nuno Crato, revelou terça-feira no parlamento que a introdução do inglês vai implicar novas metas curriculares para os ciclos seguintes, formação de professores e novos mestrados de especialização.

De acordo com o ministro, a introdução da disciplina nos 2º. e 3º. ciclos vai implicar novas metas curriculares, a revisão da formação dos professores que vão lecionar a disciplina de inglês, a criação de um novo grupo de recrutamento e novos mestrados de especialização em inglês.

À Lusa, Jorge Ascensão disse não compreender a demora, uma vez que este assunto já foi abordado muitas vezes nos últimos anos.

«Não entendo porque fazemos as coisas devagar. Isto já foi pensado, esta hipótese já foi levantada há muito tempo. É uma mais-valia para os alunos e, por isso, quanto mais cedo melhor», declarou, realçando que a disciplina de inglês já está a ser ministrada até no pré-escolar.

O presidente da CONFAP defendeu que a introdução da disciplina deve ser feita para todos, em todas as escolas e o mais rapidamente possível.

«Em termos de currículo, o que nós defendemos é que faz sentido no mundo de hoje falarmos da inclusão no currículo do inglês enquanto conteúdo curricular das crianças. (¿) De forma alguma vai ser um peso para as crianças, mas isso vai depender sempre da forma como vai ser ensinado e da relação aluno/professor», concluiu em declarações à Lusa.