O médico João Ferreira Diniz abandonou, esta quinta-feira à tarde, o Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra, e vai cumprir em casa o resto da pena do processo Casa Pia, disse à Lusa fonte prisional.

A mesma fonte precisou que Ferreira Diniz saiu da Carregueira às 16:30, depois de o Tribunal de Execução de Penas de Lisboa ter autorizado a sua ida para casa, com pulseira eletrónica.

Segundo o «Expresso», a mudança deveu-se a um cancro em estado avançado. «O meu cliente tem uma doença grave e incurável, que já não pode ser tratada com os meios terapêuticos disponíveis na prisão», disse a advogada Rute Serôdio.

Ferreira Diniz, que poderá sair de casa para ir ao hospital fazer os tratamentos, foi um dos arguidos condenados no processo Casa Pia.

O tribunal condenou-o a sete anos de prisão (cumpriu 16 meses de prisão preventiva), por abuso sexual de menores.

Foi detido a 04 de abril de 2013 pela Polícia Judiciária, para ser encaminhado para o Estabelecimento Prisional da Carregueira, onde permaneceu até hoje.

No processo Casa Pia, Carlos Cruz também foi condenado a sete anos de prisão efetiva (cumpriu 16 meses de preventiva), enquanto o tribunal determinou para o ex-embaixador Jorge Ritto uma pena de seis anos e oito meses de prisão (cumpriu 13 meses).

O ex-provedor da Casa Pia Manuel Abrantes foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão (cumpriu um ano).

O advogado Hugo Marçal foi condenado a seis anos e meio de prisão e esteve cinco meses em prisão preventiva, pelos crimes cometidos na Casa de Elvas.

Na repetição do julgamento, no que se refere aos crimes na Casa de Elvas, o tribunal entendeu absolvê-lo, assim como a Gertrudes Nunes, dona da casa de Elvas.

Carlos Silvino, antigo motorista da Casa Pia, cumpre 15 anos de prisão. Esteve três anos e meio em prisão preventiva, o período máximo previsto na lei.