Um antigo comandante do porto da Figueira da Foz recusou esta segunda-feira responsabilidades na interdição da navegação no braço sul do Mondego, junto às obras da ponte, onde em 2007 ocorreu um naufrágio que vitimou mortalmente dois pescadores.

Em declarações aos jornalistas à margem do julgamento do caso, que recomeçou hoje no tribunal daquela cidade, Joaquim Louro Alves disse que não competia à autoridade marítima a interdição da navegação.

«A responsabilidade [da interdição na navegação] era da entidade administrante [na altura, o Instituto Portuário e de Transportes Marítimos], aquela zona está em área de administração portuária», disse o oficial da Marinha, hoje na reserva.

«Se tivesse essa competência, tinha-o feito», como escreve a Lusa.

Louro Alves, que está arrolado como testemunha no processo, não chegou hoje a depor em tribunal, tendo a audição do antigo comandante do Porto sido adiada para quarta-feira.

Já esta manhã, António Churro, um dos sete arguidos no processo, responsável da delegação centro do IPTM na altura do acidente, imputou responsabilidades à autoridade marítima, alegando que a Capitania do Porto também devia responder em tribunal.