A queda de um muro junto à Universidade do Minho, em Braga, causou três mortos e quatro feridos ligeiros, esta quarta-feira ao final da tarde.

Estudantes feridos na queda do muro já tiveram alta

De acordo com alunos da Universidade do Minho, em comentários num grupo aberto do Facebook, os alunos envolvidos na «guerra de cursos» que originou o acidente eram todos caloiros dos cursos de Engenharia Informática e Medicina, com idades entre os 18 e 21 anos.

«Passei lá antes do acidente, e eram os cursos de Medicina e LEI que estavam lá em praxes e a fazer guerras de curso», afirma uma jovem num comentário.

Segundo a mesma fonte, as vítimas mortais são estudantes da Licenciatura de Engenharia Informática. Já o Correio da Manhã, avança que as vítimas são do Porto, Vila Real e Braga.

Os estudantes afirmam ainda que o muro «estava em péssimo estado e vandalizado também», com «cerca de 25 graus de inclinação para a frente, sensivelmente».

Revoltados, os alunos lamentam que tenha sido necessário um acidente para que a Câmara tome medidas.

«O que revolta e enoja é que a nossa Câmara Municipal MAIS UMA VEZ só vai fazer obras de maneira a rectificar aquela zona, depois de ter havido um acidente, como já aconteceu no passado, por exemplo, no centro da cidade de Braga!», escreve um aluno.

Estrutura «estava aparentemente intacta»

No entanto, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, afirmou que a estrutura «estava aparentemente intacta».

«É uma estrutura que de facto tinha caixas de correio e que tombou, provocando esta tragédia. Estava aparentemente intacta, não havia relato nenhum, nenhuma circunstância que justificasse uma intervenção nessa mesma estrutura», disse Ricardo Rio.

O autarca afirmou ainda que não podia garantir que o muro - que pertencia aos prédios em redor - estivesse em bom estado e que têm de esperar «pela peritagem técnica que vai ser efetuada».

A informação de que não havia nenhum relato de que a estrutura necessitasse de intervenção foi corroborada pelo 2º Comandante de Operações do CDOS de Braga, Vítor Azevedo, em declarações aos jornalistas no local do acidente.

Fotografias da estrutura partilhadas no Facebook provam, no entanto, que a mesma se encontrava degradada e bastante inclinada, sem caixas do correio utilizáveis.







O acidente chocou a comunidade estudantil e no grupo de Engenharia Informática da Universidade do Minho no Facebook é possível ver que os alunos mudaram as suas fotos de perfil para imagens de luto, numa clara manifestação do momento de dor em que se encontram.