O número de portugueses que decidiram emigrar em 2012 para a Suíça aumentou 20 por cento em relação ao ano anterior, segundo dados do Observatório Federal de Estatística, passando de 11.972 novos emigrantes em 2011 para 14.388.

Em declarações à Lusa, Fabienne Rausa-de Luca, técnica da divisão demografia e migração da instituição, explicou que este aumento de portugueses no país é uma tendência que tem apenas dois anos.

A evolução do saldo migratório de cidadãos portugueses aumentou em 2002, após a introdução de o acordo de livre circulação das pessoas, até 2008. Mas, o saldo migratório diminuiu em 2009 e 2010, explicou.

Esse saldo só revelou um aumento de imigrantes em 2011 e 2012, disse Fabienne Rausa-de Luca.

Desde 2002, a emigração portuguesa na Suíça manteve uma média anual de dez mil pessoas. Em 2007 e 2008, esses valores atingiram respetivamente 15.351 e 17.657 novos imigrantes.

Entre 2008 e 2011, o número foi baixando até 11.972 emigrantes em 2011.

«O que observamos, é que a imigração [de portugueses para a Suíça] é superior» aos quatro mil cidadãos nacionais que todos os anos costumam deixar o país, acrescentou Fabienne Rause.

Os dados do observatório tornados agora públicos indicam que a maioria dos imigrantes na Suíça é originária da União Europeia, com particular destaque para alemães, portugueses, italianos, franceses e espanhóis.

No entanto, entre 2011 e 2012, a tendência mudou e a maioria dos imigrantes chegou principalmente de Europa do Sul, como Grécia, Espanha, Itália ou Portugal, países muito afetados pela crise económica.

Em 2014, o povo suíço deverá votar em referendo uma proposta «contra a imigração de massa», lançada pelo partido conservador suíço UDC em 2012, a qual já foi rejeitada pelos dirigentes políticos suíços em 2013.

O texto visa a limitar o contingente de imigrantes e de autorizações de residência na Suíça.