A Associação de Moradores da Ilha da Culatra, no concelho de Faro, anunciou que os moradores das comunidades da Culatra, Hangares e Farol decidiram não votar no domingo, reivindicando a legalização das suas habitações.

«Pretendemos a legalização, um estatuto jurídico-administrativo que nos dê segurança em relação às habitações que nos pertencem», disse à agência Lusa a presidente da Associação de Moradores da Ilha da Culatra, Sílvia Padinha, acrescentando que a decisão foi tomada pela população durante uma assembleia realizada na quinta-feira.

A preocupação dos moradores da Ilha da Culatra, do Núcleo dos Hangares e da Ilha do Farol de Santa Maria reside na intenção de demolição de casas naquelas comunidades no âmbito do Programa Polis Litoral - Operações Integradas de Requalificação e Valorização da Orla Costeira.

Por outro lado, aquelas comunidades piscatórias querem a redução da área piloto de produção aquícola da Armona, que Sílvia Padinha disse ocupar cerca de seis quilómetros desde 2008, apesar de apenas dez por cento estarem em utilização.

Aquela representante conta que a área foi interdita à pesca e à navegação e coloca grandes dificuldades aos pescadores dos concelhos de Faro e Olhão, onde se localizam aqueles núcleos piscatórios.

A decisão da população é assumida como uma chamada de atenção para os problemas, uma vez que o diálogo que tem sido encetado com várias entidades não tem surtido efeito.

Sílvia Padinha disse à Lusa se tratará de um protesto pacífico e que as urnas vão estar abertas e ninguém vai impedir os eleitores que queiram votar.

Notícia com o título atualizado